TRADIÇÃO E MODERNIDADE

A África do Sul produz vinhos há mais de 300 anos e presenteia os sentidos com a combinação perfeita entre as bebidas do Velho e do Novo Mundo

Desde a época de Napoleão Bonaparte, os vinhos sul-africanos despertam interesse e elogios. Iniciada em 1685, a produção de vinhos na África do Sul é a mais antiga atividade comercial dessa área em países fora da Europa e, após um período de retrocesso devido ao Apartheid, voltou a ganhar força no mercado internacional com rótulos que equilibram a tradição do Velho Continente com a ousadia do Novo Mundo.
A principal característica dos vinhos sul-africanos é o frescor. Os vinhedos do país de Nelson Mandela são agraciados pela presença da Corrente de Benguela, que vem da Antártica e refresca toda a área, garantindo excelentes safras. A produção de vinhos local é concentrada no sul do território, em regiões como as das cidades de Paarl, Robertson, Constantia e Stellenbosch, todas próximas da Cidade do Cabo, além de Olifants River, Piketberg, Swatland, Tulbagh, Worcester, Durbanville, Klein Karoo, Swellendam, Overberg e Elgin-Walker Bay.
As cepas brancas já foram predominantes em matéria de cultivo na África do Sul. No entanto, atualmente, as tintas ganharam boa parte do território, quase se igualando em quantidade. A Cabernet Sauvignon é a principal variedade tinta. Também destacam-se a Syrah e, principalmente, a Pinotage, cruzamento de Pinot Noir e Cinsault. Dentre as brancas, a Chenin Blanc é a preferida, embora venha perdendo espaço nas áreas de replantio. Também encontramos a Colombard, Chardonnay, Sauvignon Blanc e a Muscat de Alexandria.
É importante ressaltar que os vinhos da África do Sul submetem-se a uma legislação específica, que prevê uma série de denominações de origem. O chamado “Wine of Origin Scheme” – WO – foi criado em 1973 e, para obter essa classificação, o vinho deve atender a alguns critérios, como, por exemplo, 100% das uvas utilizadas devem vir da área correspondente à denominação específica.
As wine laws sul-africanas reconhecem quatro tipos de denominações: Geographical Unit, Region, District e Ward. Além dessas, a legislação prevê a categoria Estate Wines. Para obter essa denominação, um vinho deve ser produzido a partir de uvas de um mesmo vinhedo, localizado em uma área geográfica específica, e também deve ser vinificado e engarrafado no local.
Sergio Musolino, da Enoteca Decanter, de Rio Preto, sugere alguns rótulos sul-africanos para degustar com os amigos, como o Glen Carlou Tortoise Hill, o Glen Carlou Quartz Stone, Raka Pinotage, Avondale Pinotage e o Kumala Cabernet Sauvignon-Shiraz.

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