DE NORTE A SUL

Pequeno, mas diversificado em terroirs, o território português produz vinhos para todos os paladares

Menos de 1.000 km separam o extremo Norte e o Sul de Portugal. Pequeno no tamanho, mas rico em microclimas, o país na Península Ibérica tem se destacado no mercado internacional por produzir excelentes rótulos com uvas menos conhecidas. Em cada região portuguesa, predomina um estilo da bebida, o que pode motivar um belo roteiro enogastronômico.

De acordo com Sergio Musolino, da Bekaa, em Rio Preto, podemos começar a viagem pelo Norte do país, onde predominam os refrescantes Vinhos Verdes do Minho, principalmente das regiões de Alvarinho e Loureiro, os complexos e encorpados tintos da região do Douro e o icônico Vinho do Porto. “Os vinhos verdes do Norte devem ser consumidos jovens. Têm baixa graduação alcoólica, provocam uma agradável sensação de picadas na língua, devido à alta acidez e à presença de gás carbônico. Na parte central de Portugal, mais precisamente na região do Dão, maior região vinícola de Portugal, com predominância de vinhos tintos, encontramos rótulos equilibrados, comparáveis aos melhores vinhos da Borgonha, Piemonte ou Rioja. Lá é o berço da Touriga Nacional, responsável por uma parcela significativa dos melhores tintos portugueses. É na região central também que estão a Bairrada e as Beiras, que produzem vinhos com uvas Baga, uma das mais tânicas do mundo, além de uvas Sercialinho, Arinto, Chardonnay. Descendo para o Sul, Tejo e Setúbal, próximas a Lisboa, se modernizaram e ganharam o mundo com seus tintos modernos. O vinho mais famoso dessa região é o Moscatel de Setúbal. Generoso e fortificado, esse vinho tem estrutura para envelhecer entre 20 e 40 anos. Para finalizar a viagem, temos o Alentejo, onde fenícios e gregos plantaram castas do Oriente séculos atrás. Hoje temos castas tintas, como Alicante, Trincadeira, Castelão Francês, Moreto, Aragonesa, Alfrocheiro, e brancas, como a Arinto, Boais, Manteúdo e Roupeiro”, explica Musolino.

O Parcela Única, do winemaker Anselmo Mendes, é um Vinho Verde da região do Minho, de contexto sóbrio e com notas de limão e ervas frescas. Sugestão de rótulo da Bekaa;

O tinto Quinta do Ribeirinho Pé Franco, do produtor Luis Pato, um dos grandes embaixadores do vinho português no mundo, é elaborado a partir de videiras de Baga, variedade típica da Bairrada, no centro de Portugal. Traz taninos afinados, potência e elegância;

O prestigiado Pêra-Manca Tinto só é feito nos anos de grandes safras. Da Adega Cartuxa, na região do Alentejo, no Sul. O rótulo é complexo e elegante, com aroma de passas de frutos e essência de madeiras;

Vinho Moscatel Roxo 20 anos José Maria da Fonseca Domingos Soares Franco, produzido na Península de Setúbal, sul português. De cor âmbar intensa com toques esverdeados e paladar equilibrado. Encontrado na Bekaa;

Do Norte de Portugal, o Porto Krohn Vintage é um Vinho do Porto da Quinta do Retiro Novo, situada numa das zonas mais nobres da região do Douro. Ao paladar é macio, potente em intensidade e quase infinito em persistência aromática

O Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas Santa Maria é um tinto com paleta olfativa com frutas negras silvestres, caruma de pinheiro, cedro tostado e mineral. Do Alentejo, é encontrado na Bekaa.

Rótulo da Quinta da Pellada, na região central do Dão, o tinto Carrocel tem aromas de frutos do bosque e floral discreto, notas minerais bem frescas e tostados sutis;

Da Casa Ferreirinha, na região do Douro, o Barca-Velha 2004 tem intensa cor rubi e aroma de grande harmonia e complexidade, com forte presença de frutos vermelhos bem maduros, nuances florais de alfazema e violeta;

onde encontrar:
Bekaa Delicatessen | 17 3234.3358 e 3234.5826, www.bekaa.com.br

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